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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

WATCHA KATCHÉU: SUPER BOMBA!!!IDRISSA DJALO DIZ QUE “O PROBLEMA DA ATUAL INSTABILIDADE POLITICA ESTÁ NOS COLABORADORES DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA”


Photo de Bissau On-line.
O líder da Partido da Unidade Nacional (PUN), Idrissa Djalo, uma formação política extraparlamentar, afirmou nesta terça-feira, 30 de Outubro de 2018, que os colaboradores diretos do Presidente da República são os que mais criam situações de instabilidade política na Guiné-Bissau, guiando José Mário Vaz para a direção errada.
Idrissa Djaló proferiu estas acusações numa altura em que vários atores políticos, incluindo o conselheiro do Presidente da República, Botche Candé têm exigido a demissão do Governo de Aristides Gomes, que acusam de ser incapaz de organizar as eleições legislativas no país.
Durante a sua intervenção no encontro com entidades ligadas ao processo eleitoral no Palácio da República, na presença do Chefe de Estado, Djaló, reafirma que chegou o momento de José Mário Vaz distanciar-se de uma vez por todas das querelas políticas e assumir a sua responsabilidade enquanto primeiro magistrado da nação.
“São vários os partidos políticos que protestaram contra qualquer governo, incluindo de Aristides Gomes, mas quando os partidos realizaram uma marcha e depois entregaram o relatório dos seus protestos ao Chefe de Estado, isto sim, não faz sentido até porque naquele protesto participou o próprio movimento de apoio ao Presidente de República e do seu principal conselheiro (Botche Candé). O que demonstra claramente que o José Mário Vaz faz parte do problema”, explicou Djaló.
Para Djaló, o ruído da instabilidade politica e a desconfiança durante a legislatura que iniciou em 2014, não vai terminar, porque José Mário Vaz, tem permitido aos colaboradores diretos atuar contra às Leis do país.
Na sua longa declaração na presença de muitos atores políticos, incluindo o principal conselheiro do Chefe de Estado, Botche Candé, o líder do PUN, fez lembrar a José Mário Vaz que a Guiné-Bissau já não tem força para aguardar mais crises.
“O país já não tem condições de aguentar mais, porque ninguém na Guiné, nenhuma entidade, nenhuma entidade politica e militar tem capacidade de controlar o que poderá advir da crise. O nosso país fragilizou muito nos últimos três anos”, vincou Djaló.
Para o líder do PUN, o único pilar que restava a Guiné-Bissau no meio da atual crise política era “Jomav”, mas infelizmente por uma boa parte dos cidadãos guineenses José Mário Vaz é uma parte do problema.
Visto como rosto crítico as atuações do Chefe de Estado guineense desde que assumiu a presidência guineense em 2014, Djaló entende que a única solução para atual situação política passa pela realização das eleições legislativas.
De recordar que a Guiné-Bissau vive uma crise politica desde Agosto de 2015, após a demissão do executivo de Domingos Simões Pereira. Apesar dos esforços da Comunidade Internacional, o país ainda não conseguiu encontrar a saída para crise.
A ausência de soluções para a crise político-institucional na Guiné-Bissau está a deixar a população mais falida. Principais instituições do Estado estão a funcionar a meio gás.


Por: Alison Cabral

NOTICIAS AO MINUTO: PRESIDENTE DA GUINÉ-BISSAU PROMOVE 5 OFICIAIS DA FARP

Photo de José Mário Vaz - Presidente da Republica da Guiné-Bissau.
Photo de José Mário Vaz - Presidente da Republica da Guiné-Bissau.
Photo de José Mário Vaz - Presidente da Republica da Guiné-Bissau.
Photo de José Mário Vaz - Presidente da Republica da Guiné-Bissau.


Hoje no salão nobre do Palácio da Republica, foi realizada a cerimonia de promoção de cinco oficiais superiores das nossas forças armadas:

- Major General Malam Camara;
- Brigadeiro General Mamadu Saliu;
- Brigadeiro General Adulai Bá;
- Brigadeiro General Remão Sanca;
- Brigadeiro General Augusto Bicoda (ausente na cerimonia por se encontrar em missão de serviço fora do país).

NOTICIAS AO MINUTO: DOMINGOS SIMÕES PEREIRA DIZ QUE O PAÍS VIVE DESDE 2015 EM SITUAÇÃO DE GOLPE DE ESTADO

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O não cumprimento do calendário eleitoral, que  previa a realização das eleições legislativas na Guiné-Bissau em Novembro 2018, é “uma tentativa de prorrogar o sequestro de um Governo democraticamente eleito”, considera o presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, que arma também que a Guiné-Bissau desde 2015 está “numa situação de Golpe de Estado”. Em entrevista à e-Global, Domingos Simões Pereira defende que a posição do PAIGC é “a mesma”. Para o dirigente politico guineense deveriam ter sido realizadas eleições legislativas antecipadas no país desde 2015, tendo em conta que o Presidente da Republica “não aceitou que o partido que ganhou as eleições governasse”.

 Se não houver o “devido acompanhamento por parte da CEDEAO permanecem os riscos de nova crise política”

“A solução que foi encontrada é uma solução que teve o patrocínio da CEDEAO, o Presidente da República não nomeou um Governo e não xou a data das eleições com base na Constituição. Ele fez isso com base no consenso que foi estabelecido sob patrocínio da CEDEAO, ou seja, entramos num quadro de excepção”, sublinha Domingos Simões Pereira que considera que se não houver o “devido acompanhamento por parte da CEDEAO permanecem os riscos de nova crise política”. “Estamos a aproximar-nos do m do reinado de gente que sequestrou o poder. Desde de 2015 nós estamos numa situação de Golpe de Estado, ou seja, o poder instituído por via das eleições em 2014 foi sequestrado por gente que não ganhou as eleições e deteve esse poder. Ao chegarmos ao m desse período, ou as mesmas instâncias que conseguiram o consenso para a marcação das eleições põem-se em campo e exigem que esse cumprimento se realize ou eles vão tentar de alguma forma revalidar o sequestro do poder”, considera o líder do PAIGC que interpreta a “tentativa de adiar as eleições para 2019”, através da instrumentalização dos múltiplos problemas registados durante o recenseamento em curso, como “uma tentativa de prorrogar o sequestro”. Reagindo à nova força política na Guiné-Bissau constituída por dissidentes do PAIGC, o Movimento da Alternância Democrática (MADEM), coordenado por Braima Camará, o presidente do PAIGC diz que o seu partido não tem  “receio nenhum em relação ao MADEM”.

Para Domingos Simões Pereira o MADEM é uma organização que aposta “completamente no tribalismo” e sublinha que “são eles próprios que assumem”.


“O MADEM tenta gerar a confusão. Eles usam os símbolos e as cores que sabem que são do PAIGC. Às vezes dizem que é a mesma estrutura do PAIGC. Tentam criar a amálgama. Por um lado não é honesto, por outro lado mostra que não conam nas suas próprias forças”. Para Domingos Simões Pereira o MADEM é uma organização que aposta “completamente no tribalismo” e sublinha que “são eles próprios que assumem”. Sem referir uma religião ou etnia, Domingos Simões Pereira refere que “até aqui nós tínhamos um partido etnizado, que era o PRS num sentido, agora temos outro que está no outro sentido e que também junta a componente religiosa. Assumindo isso como a sua principal maisvalia”. Para o líder do PAIGC o MADEM é um “partido a prazo” que surge num período de desfecho político como “mais um instrumento de pressão”. “O MADEM vai desaparecer a médio prazo. É uma realidade. O MADEM não existe para ser uma alternativa política. O MADEM tenta convencer o povo guineense que são uma força, para fazer pressão. O MADEM nunca escondeu que para organizar meetings paga às pessoas, mas vai pagar para eles votarem?”.


“Já existe um compromisso da Comunidade Internacional com a GuinéBissau, mas para a Comunidade Internacional essa GuinéBissau é o PAIGC” 


Segundo Domingos Simões Pereira o programa do PAIGC está assente em seis eixos. “Incorporamos seis documentos fundamentais. Retomamos o programa eleitoral de 2014, retomamos o plano estratégico operacional “Terra Ranka” assim como a visão estratégica que apresentei ao Congresso do partido em 2018. Mantemos os eixos de actuação do nosso plano estratégico, mas acrescentamos duas componentes, que são a biodiversidade, que não estava no plano estratégico, e colocamos os recursos humanos como um factor transversal em todo o processo. Ou seja, voltando ao original continuamos a ter os eixos de crescimento, tais como a castanha de caju, o turismo, as pescas e o segundo factor são os factores catalíticos que são a energia e a governação electrónica e tudo isto depende de um ambiente de paz e estabilidade”, expôs Domingos Simões Pereira que acredita na exequibilidade do seu programa tendo em conta que “já existe um compromisso da Comunidade Internacional com a Guiné-Bissau, mas para a Comunidade Internacional essa GuinéBissau é o PAIGC”, sublinha. “Tiramos lições”, refere Domingos Simões Pereira fazendo alusão ao longo período de crise política na Guiné-Bissau, “aprendemos  que o princípio de inclusão que adoptados em 2014, que visava sobretudo evitar distracções e focalizar no princípio da governação, é algo que ultrapassa a capacidade de compreensão de muitas entidades, nomeadamente de alguns partidos com quem partilhamos a governação. Alguns dizem que foi o PAIGC que os convidou porque não tínhamos a capacidade de governar sozinhos. Nós camos atentos ao que devia ser a reacção das bases desses partidos. Essas lideranças foram renovadas. Eu garanto que vamos continuar abertos para dialogar com todos. Aprendemos muito durante estes três anos. O partido está preparado para assumir novas responsabilidades, em 2014 nós não sabíamos tudo o que sabemos hoje”.



eglobal

OPINIÃO: BOMBA!AINDA SOBRE A DITA FALSIFICAÇÃO DOS CARTÕES DE ELEITOR


Mesmo com falsificação dos cartões de eleitor essas pessoas não vão conseguir alcançar os seus objetivos, porque os nomes dos recenseados são fixados em detrimento dos círculos e distritos eleitorais, as brigadas de mesa de voto terá somente os nomes dos recenseados(não dos falsificados). 

Agora chamemos atenção a GTAPE, quando serão fixadas as listas dos recenseados mediante as zonas geograficas para possíveis reclamações. 
Que haja prudência e serenidade sob pena de aceitar reclamações infundadas e falsas.



Domingos I.

NOTICIAS AO MINUTO: CERCA DE 70 EMPRESAS PARTICIPAM NO FÓRUM INTERNACIONAL DE NEGÓCIOS EM BISSAU


Photo de Bissau On-line.
Photo de Bissau On-line.
Photo de Bissau On-line.
Photo de Bissau On-line.
Cerca de setenta empresas espanholas, portuguesas e nacionais participam no primeiro Fórum Internacional de Negócios (International Business Forum), que decorre em Bisuau, de 30 de Outubro à 3 de Novembro, sob lema: "o último segredo do atlantico" .
O Ministro da Presidencia do Conselho de Ministros da Guiné-Bissau, Agnelo Regala foi quém presidiu a abertura do evento de negócios.
Os empresarios procuram as oportunidades de investimentos e as potencialidades turisticas, comerciais, transformação, pescas e infraestruturas.
Os Representantes do Banco Mundial, União Africana, CEDEAO, UEMOA, BOAD e BCEAO, para além de Bancos commerciais sediados no país, tomam parte no evento.

NOTICIAS AO MINUTO: PRESIDENTE GUINEENSE QUER ELEIÇÕES AINDA ESTE ANO

Photo de Bissau On-line.
 Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, disse esta segunda-feira, 30 de Outubro que, quer eleições legislativas em 2018 e recusou acusações sobre querer fazer eleições gerais em 2019.

"Isso não corresponde à verdade e não tem fundamento. Eu quero eleições de acordo com a lei", afirmou José Mário Vaz.
O Presidente guineense falava no encerramento da reunião de cerca de nove horas que fez com o primeiro-ministro, partidos políticos, sociedade civil e autoridades eleitorais.
José Mário Vaz pediu um entendimento e um compromisso, porque tem de informar o chefe de Estados da Comunidade Económica da África Ocidental sobre as razões pelas quais o dia 18 de novembro não é possível e apresentar as "soluções encontradas internamente".
"A minha proposta é de que façam um esforço durante esta semana para uma solução para o recenseamento e para a data das eleições", disse José Mário Vaz aos intervenientes do encontro.

O Presidente marcou uma reunião para sexta-feira, 2 de Novembro, para serem apresentadas as propostas para ultrapassar a atual situação.
O processo eleitoral para as legislativas, marcadas para 18 de novembro na Guiné-Bissau, tem sido bastante criticado pelos partidos políticos e pela sociedade civil, principalmente o recenseamento, que começou, atrasado, a 20 de setembro.

Recentemente, o Governo anunciou que o recenseamento eleitoral se deveria prolongar até 20 de novembro e terminar dois dias depois da data marcada para a realização das legislativas, que deverão ter de ser adiadas.
O primeiro-ministro, Aristides Gomes, apresentou ao chefe de Estado três datas possíveis para a realização de legislativas: 16 ou 30 de dezembro e 27 de janeiro.



//DW portugues

terça-feira, 30 de outubro de 2018

NOTICIAS AO MINUTO: DOMINGOS SIMÕES PEREIRA ACUSA PRS DE ESTAR A ATRASAR O PROCESSO ELEITORAL

Photo de Bissau On-line.


O líder do PAIGC na Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, esteve em Paris para se reunir com a comunidade guineense a residir em França. Em entrevista à RFI, o antigo primeiro-ministro afirma que há uma vontade deliberada em atrasar o processo eleitoral, nega qualquer tipo de guerra pessoal com o chefe de Estado e afirma que o país sabe que precisa que o PAIGC ganhe as eleições.

Neidy Ribeiro: O primeiro-ministro Aristides Gomes apresentou na semana passada um relatório ao chefe de Estado onde indica que, até momento, foram recenseados 30% dos potenciais eleitores, num universo de mais de 900 mil eleitores. O senhor admite que o país tem condições de realizar eleições ainda em 2018?

Domingos Simões Pereira: É uma responsabilidade que todos nós guineenses, sobretudo dirigentes políticos, temos de entrar num quadro de normalidade. As últimas eleições foram realizadas em Abril de 2014, portanto todos devíamos estar alinhados para criar condições para que em Abril de 2018 acontecessem essas eleições. Não foi possível, foi transferida para Novembro, de acordo com as disposições constitucionais, e portanto temos de trabalhar nesse sentido.

RFI: Como é que se explicam estes atrasos no processo de recenseamento?

DSP: Tivemos partidos, particularmente um partido, o PRS, a exigir recenseamento de raiz, através de métodos biométricos, concessão do cartão no acto da eleição. Só se podia começar a recensear quando chegassem todos os kits, por isso é que se começou a falar dos kits. De outra forma, podia-se começar o recenseamento e depois fazer a impressão conforme as outras alternativas que tinham sido propostas. Gastou-se aí mais de um mês. E, no final, nós estamos a assistir a muitas iniciativas no sentido de bloquear o processo.
 Eu penso que foi noticiado, dirigentes do PRS que se deslocam às messas de recenseamento para bloquear essa situação. Tivemos o registo de um incidentes desses envolvendo o secretário-geral do partido (PRS).
Tivemos incidentes no sul do país, concretamente em Fulacunda, onde o representante do PRS vai à mesa de recenseamento, subtrai a bateria que assiste a equipa no trabalho para bloquear o processo. Tivemos o mesmo registo tanto em Portugal como em França, onde os embaixadores recebem os kits, guardam os kits, impedem a equipa que veio de Bissau de fazer o seu trabalho, e depois afirmam que não há condições para a realização de eleições.

RFI :Têm sido denunciadas irregularidades no processo eleitoral. Há mesmo partidos que defendem que deveria começar-se tudo de novo. É possível anular o processo?

DSP: Isso é um completo absurdo. Sempre disse desde o início que os partidos não se prepararam. São partidos que estão habituados a fazerem uma co-relação entre a sua disponibilidade financeira, a sua capacidade de controlar o acto eleitoral e aquilo que eles esperam ser os resultados. E basta não sentirem esse controlo absoluto da situação para acharem que as condições não estão reunidas.

RFI: A Comissão Nacional de Eleições denunciou que muitas pessoas têm sido impedidas de se recensear por terem os documentos caducados, quando a lei prevê esse tipo de situações. Acha que há uma intenção de adiar todo este processo?

DSP: Desde o início, não há dúvidas nenhumas, que todo o atraso que tem acontecido é, em muitos casos, atrasos deliberados. Por exemplo, quando nós falamos do início do recenseamento, os kits ficaram retidos na Nigéria por mais de um mês. Os próprios técnicos que se deslocaram à Nigéria e que constataram que os kits existiam e que deviam ir para a Guiné-Bissau sentiram-se frustrados e voltaram para a Guiné.

RFI: Com todos estes atrasos, com todo o descontentamento, nomeadamente da parte da sociedade civil, muitos defendem que a marcação de eleições deveria ser em finais de Janeiro ou Fevereiro. Não acha que essa seria a melhor data?

DSP: Se houverem razões objectivas que demostrem que o adiamento, um pouco mais de tempo, dá a ganhar algo em termos de qualidade da realização de eleições, obviamente que teremos toda a capacidade de aceitar essas propostas. O problema é que esta proposta de adiamento não é acompanhada por nada que demonstre que nós estamos a tentar ganhar em eficiência em relação ao processo.

Ora, nós temos um país que está parado há mais de três anos. Temos uma economia que está completamente estagnada. Há uma grande diferença em realizar eleições em 2018 e fazer eleições em 2019, desde logo porque todos os países, normalmente, começam o seu ano fiscal em Janeiro. Quando um país como a Guiné-Bissau, que depende fortemente do apoio internacional e da cooperação internacional, faz as suas eleições em Janeiro tem que compreender que a capacidade de interlocução com os seus principais parceiros fica comprometida.

RFI: Aristides Gomes tinha apenas uma missão: realizar eleições a 18 de Novembro, como foi definido em Lomé. Muitos políticos e analistas têm vindo afirmar que há no país um sentimento de que o governo não tem condições nem interesse em organizar o pleito na data prevista. Considera que o primeiro-ministro está bem colocado para a conduzir o processo eleitoral?

DSP: Penso que sim, eu não tenho elementos para auferir essa avaliação. Eu penso que é importante dizer que este governo é consequência de uma crise que foi criada, que foi sustentada durante muito tempo. Agora, três anos depois, do início dessa confusão, querer transferir para o governo essa responsabilidade do quadro de paralisação que nós vivemos, parece-me no mínimo um pouco questionável. Eu penso que o que acontece é que as mesmas entidades …que bloquearam o país e não permitiram que, na altura em 2015 ao evocar a existência de um novo quadro político, se convocassem eleições… tal como a nossa Constituição rege, hoje tentam procurar um novo bode expiatório.

RFI: Acredita que isto se tornou numa guerra pessoal entre o Presidente da República e o Senhor?

DSP: Foi assim apresentada no início e o povo guineense foi levado a crer que se tratava de uma questão pessoal. Eu penso que o momento de mudança, que algumas pessoas não estiveram atentas e não conseguiram acompanhar, foi quando nós nos retiramos e foi possível colocar um outro primeiro-ministro. A partir dessa altura, sem dar conta talvez, o Presidente estava a ser avaliado. Se o problema era pessoal e eu me afastei, fui ocupar-me dos assuntos dentro do partido, o que se espera era que o Presidente da República se entendesse com o primeiro-ministro que foi então proposto. A convivência com o Presidente da República durou pouco menos de um ano. Depois dessa alteração o que é que nós temos vindo a ver: uma sucessão de primeiros-ministros, vamos no sétimo. Porquê? Porque o Presidente da República recusa-se a cumprir aquilo que é o “ditame” constitucional.

RFI: O Presidente da Comissão da União Africana, Mussa Faki, quando esteve no país defendeu que se deveria mudar a constituição, para defenir os poderes do presidente e do executivo, antes de a Guiné-Bissau ir a eleições. Não se estarão, mais uma vez, a adiar as decisões que estiveram na origem da crise político-institucional de 2015?

DSP: Compreendo que essa posição seja defendida por todos os países que são vizinhos da Guiné-Bissau. Porquê? Porque todos são de regime presidencial. Ora eu penso que a Constituição é um documento, é uma lei. Se há regimes semi-presidenciais é porque esses sistemas funcionam.

RFI: Este fim-de-semana esteve reunido com a comunidade guineense a residir em França. Já está em campanha eleitoral?

DSP: O PAIGC é um partido sério. Portanto a partir do momento em que a data das eleições é fixada, para nós é lei, até porque é fixada por um decreto presidencial.
RFI: Quais é que serão as prioridades do PIAGC?
DSP: Pela primeira vez, nós vamos ter um partido político que tem condições de dar garantias ao povo guineense que, se for eleito, vai levar o seu mandato ao fim. Vai implementar um programa de governação que é baseado numa visão estratégica. Nós fixamos vários objectivos: colocamos o capital humano como o nosso principal enfoque. Identificamos quais os factores de crescimento da nossa economia e estão bem definidos: desde o caju, o turismo, as pescas, a exploração mineira, a energia é fundamental.

RFI: Em entrevista à RFI, o PRS afirmou que nenhum partido vai conseguir obter maioria absoluta. O senhor prevê um cenário de coligação?

DSP: Eu penso que o resultado das eleições depende da vontade do povo guineense. O programa que nós vamos apresentar ao povo guineense vai ser acompanhado com um pedido muito claro, muito expresso de que o PAIGC, para implementar esse plano e para levar toda essa visão em curso, precisa de facto de maioria confortável, precisa dessa maioria absoluta. Agora o PAIGC respeita aquilo que for a vontade do povo e uma coisa é certa: nós vamos manter a porta aberta ao diálogo. Vamos dialogar com todas as forças vivas da nação e em função dos resultados, nós estaremos dispostos a analisar todas as alternativas que possam viabilizar a implementação da visão estratégica que nós avançamos.

RFI: O Senhor acredita que o PAIGC vai sair vencedor destas legislativas?

DSP:O país sabe que, neste momento, precisa que o PAIGC ganhe as eleições.



//RFI

NOTICIAS AO MINUTO: POLÍCIA DE ORDEM PÚBLICA DETÉM UM INDIVIDUO SUSPEITO DE FALSIFICAR CARTÕES DO ELEITOR, ANUNCIA GTAPE.

Suspeito de falsificar cartões do eleitor um elemento da papelaria Banfica foi detido e ouvido pela POP. De seguida o caso foi transferido para a Policia Judicia, entidade do Ministerio Publico responsavel pela investigaçao criminal.
O Gabinete Tecnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE) foi quem conduziu a policia ao local, onde se encontrou um cartao de eleitor alegadamente falso.
O cartão foi levado para comprovar, mas se constatou que nao se encontrava registado no sistema que alegadamente devia pertencer.


//Aliu-Candé-RDN


Photo de Bissau On-line.
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NOTICIAS AO MINUTO:JOSÉ MÁRIO VAZ PÕE ARISTIDES GOMES A EXPLICAR RAZÕES DE ADIAMENTO DE LEGISLATIVAS



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O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, iniciou hoje uma reunião com as autoridades eleitorais, partidos políticos e sociedade civil para o primeiro-ministro explicar as razões para o adiamento das legislativas, marcadas para 18 de novembro.
“Na semana passada, o primeiro-ministro veio dizer-me que por razões várias – é a ele que compete explicar – não é possível ir às urnas no próximo dia 18 de novembro”, afirmou o chefe de Estado, numa intervenção no início do encontro.
O Presidente esclareceu que o primeiro-ministro lhe apresentou um conjunto de documento e que está presente na reunião porque é a “ele que compete explicar os fundamentos para a transferência das eleições que estavam marcadas para dia 18 para outra data”.
“Penso que se falarmos direito, na unidade e amizade encontraremos uma saída para a atual situação”, afirmou o chefe de Estado guineense.
O Presidente guineense também afirmou que se deve encontrar uma solução interna e não uma que “venha de fora”.
“Quando há problemas em outros países não somos convidados para as ir dirimir e eu penso que temos capacidades e determinação como filhos da Guiné para encontrarmos uma solução”, afirmou.
No encontro não participam os partidos com assento parlamentar com exceção do Partido de Renovação Social (PRS), segunda maior força política do país.
Numa carta, lida por José Mário Vaz, o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) explicou a sua ausência do encontro com o facto de estar no Governo, que já apresentou um relatório sobre o recenseamento eleitoral.
O processo eleitoral para as legislativas, marcadas para 18 de novembro na Guiné-Bissau, tem sido bastante criticado pelos partidos políticos e pela sociedade civil, principalmente o recenseamento, que começou atrasado a 20 de setembro.
Recentemente, o Governo anunciou que o recenseamento eleitoral se deveria prolongar até 20 de novembro e terminar dois dias depois da data marcada para a realização das legislativas, que deverão ter de ser adiadas.
A nova data das eleições legislativas ainda não foi confirmada, mas fontes ligadas ao processo admitem dois cenários, nomeadamente eleições em meados de dezembro ou em finais de janeiro de 2019.
No início de outubro, o Presidente da Guiné-Bissau já tinha feito uma reunião idêntica para perceber as críticas ao processo de recenseamento eleitoral em curso no país, tendo pedido para haver mais diálogo.


//O Democrata

NOTICIAS AO MINUTO: SINDICATO DE GUINÉ-TEL ACUSA PRIMEIRO-MINISTRO DE INVIABILIZAR RELANÇAMENTO DA EMPRESA

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O presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Guiné-tel, Guiné-Telecom acusou o primeiro-ministro Aristides Gomes de estar a prestar serviço contra a nação. 

David Mingo que falava esta terça-feira (30 de Outubro) a margem de vigília do sindicato junto ao ministério das finanças, acusa ainda o chefe do executivo de alegada intervenção para inviabilizar o relançamento da empresa, que tem cinco anos de salários em atraso e já viu morrer 38 colaboradores.
«Depois de solicitar todos os documentos, o primeiro-ministro continua a “marimbar” inviabilizando o relançamento da empresa mas sabemos que o primeiro-ministro está a prestar serviços a algumas pessoas e contra a nação porque sabe que as duas empresas são de estado guineense», acusa Davis Mingo.
Por outro lado sublinhou que o primeiro-ministro já tem na sua posse todas as documentações solicitadas para viabilizar a assinatura do memorando.
«Não sabemos se a empresa interessada (Publenis) vai aguentar toda essa inviabilização tendo em conta que estão no país desde o ano 2017. Entendemos que o papel que Aristides Gomes está a jogar neste assunto, não salvaguarda o interesse do país ao deixar-se levar pelas decisões do Banco Mundial», diz.
Segundo o sindicato, o grupo Publenis interessado na empresa, "apresentou uma proposta concreta" de recuperação das duas empresas, que passaria por um investimento de 90 milhões de euros que dariam para liquidar todo passivo e ainda aplicar na aquisição de equipamentos de ponta.
O sindicato garantiu ainda que investimento não acarretaria custos para o Estado guineense, e o Banco Mundial de não levar em conta as duas empresas na constituição de um consórcio que vai gerir a sociedade do cabo submarino na Guiné-Bissau.



RSM

NOTICIAS AO MINUTO: COMUNICADO DE IMPRENSA PAIGC


PARTIDO AFRICANO PARA A INDEPENDÊNCIA DA GUINÉ E CABO-VERDE
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SECRETARIADO NACIONAL

Comunicado de Imprensa

O PAIGC e os guineenses estão a ser confrontados, mais uma vez, com uma grande encenação por parte de Sua Excelência Srº Presidente da República, num jogo político de conveniências pessoais e do seu grupo de interesses, que determina a convocação dos partidos políticos para um novo encontro para a análise e discussão do processo de recenseamento e, eventualmente, de um novo cronograma eleitoral, quando na verdade os interlocutores oficiais para essa discussão não é o Presidente da República, mas sim o Governo e a Comissão Nacional de Eleições.

O Sr. Presidente da República não desarma e age com um calculismo político claro, ao fingir que não aceita uma data pós 2018, quando no fundo é o que ele sempre quis com o seu Roteiro apresentado em 2017, ou seja, a organização de eleições simultâneas em 2019. 

O que o Sr. Presidente da República pretende é um pretexto para o derrube do atual Governo, o que o PAIGC considera muito arriscado, na medida em que o adiamento das eleições para além de 2018 será interpretado como um confronto à CEDEAO e a toda a comunidade internacional, o que irá contribuir para o agudizar da tensão política no país e a deterioração das condições de vida das nossas populações.

De acordo com a Constituição da República, o órgão de consulta do Presidente da República é o Conselho de Estado e não os partidos políticos (cerca de 50 legalmente constituídos), o que demonstra, mais uma vez, que o Presidente da República fez uma opção clara de entrar pelos caminhos da ilegalidade e da inconstitucionalidade. Esta obsessão do Presidente da República de se furtar as suas obrigações constitucionais tem sido a principal causa da prevalência da crise política e institucional no nosso país.

O PAIGC vem recordar que, se não tivesse havido lugar a irresponsabilidade e a falta de patriotismo do Presidente da República em aprofundar a crise iniciada por si em 2015, com sucessivos derrubes de governo, as eleições legislativas teriam lugar em Abril 2018, de acordo com a Constituição da República e o calendário eleitoral. Neste momento, só as datas de 16, 23 e 30 de Dezembro de 2018, são viáveis, pois respeitam o ano marcado para a renovação do mandato do parlamento e do governo. 

O PAIGC lamenta e condena profundamente que o Presidente da República queira manter esta crise política, continuando com a sua deriva lunática e exorta, por fim, a todos os seus militantes e simpatizantes, a sociedade civil e a comunidade internacional a manterem-se atentos a todas as iniciativas incendiárias que visam adiar as eleições legislativas para além de 2018.


Bissau, 30 de Outubro 2018

O Secretariado Nacional do PAIGC

NOTICIAS AO MINUTO:ORDEM DOS ENFERMEIROS DENUNCIA CONFLITO ENTRE SECRETÁRIA DE ESTADO E MINISTRA DE SAÚDE

Ordem dos Enfermeiros da Guiné-Bissau exorta o Primeiro-Ministro a assumir os seus compromissos perante “o conflito” que existe entre a Ministra da Saúde e a Secretária de Estado da Gestão Hospitalar
Na carta aberta enviada ao Primeiro-Ministro, Aristides Gomes, esta segunda-feira (29), que a Rádio Sol Mansi (RSM) tem acesso, a Ordem pede uma actuação “urgente” para tomar a diligências para reduzir e amenizar consequência “dessas incompreensões”.
Na entrevista exclusiva á RSM, hoje (29), o Bastonário da Ordem dos Enfermeiros da Guiné-Bissau, Alberto Oliveira Lopes, afirma que o chefe do governo tem conhecimento “há muito tempo” do conflito existente entre a ministra da saúde e a Secretária de Estado da Gestão Hospitalar e, no entanto, é urgente chamar as partes para sanear os problemas.
“Por inerência das suas funções o primeiro-ministro deve chamar as duas partes porque parece um problema do ministério mas acaba por afectar todo o país”, alerta.
Alberto Oliveira Lopes diz ainda que caso o Primeiro-Ministro não resolver o assunto a ordem irá tomar outra diligência.
“Se o conflito persistir depois de duas semanas a classe irá ter uma posição diferente”, sustenta.
Os Sindicatos dos funcionários do sector da Saúde; SINETSA, SINQUASA e STS, respectivamente, reuniram, hoje (29), e prometem tornar público as suas decisões perante o assunto.
Sobre o mesmo assunto o parceiro internacional do governo (EMI) mas recusa falar por agora, igualmente tentamos sem sucesso ouvir a reacção do Secretario do Ministério da Saúde e Ordem dos Médicos.
Na sexta-feira a RSM ouviu a declaração do assessor jurídico da Secretária de Estado da Gestão Hospitalar e a nossa reportagem não consegui falar com a ministra porque, segundo informações está fora do país.
Informações dão conta que o conflito teria começado com as nomeações por parte da secretária do GE dos directores e administradores dos Hospitais e Centros de saúde e na sequência a ministra teria os mesmos responsáveis.
O facto já mereceu a reacção dos Técnicos e Colaboradores do HNSM, do Colectivo dos Directores e Enfermeiros Chefes do mesmo.
//RSM

Photo de Bissau On-line.

NOTICIAS AO MINUTO :PR JOSÉ MARIO VAZ REUNE-SE NESSE NESSE MOMENTO COM OS PARTIDOS POLÍTICOS

Presidente da Republica da Guiné-Bissau, José Mario Vaz reune-se nesse nesse momento com os partidos políticos; sociedade cívil e lideres religiosos. Mas entre os 5 partidos com assentos parlamentares, só PRS tomou parte nessa reunião.
O objectivo da reunião é de analisar o relatório da primeira fase do recenseamento eleitoral que o Chefe de Governo, Aristides Gomes intregou ao Presidente da Republica, José Mario Vaz, na semana passada, o possível marcação da nova data das eleições.
Os partidos que não tomaram parte na reunião de hoje (PAIGC, PCD, PND e UM), acusam o Presidente da Republica de não querer que eleições legislativas tenham lugar neste ano 2018.
Decorre a reunião convocada pelo Presidente da República na ausência das principais forças assinantes dos acordos de Conacri e Lomé.
O Paigc, PCD, PND e UM ausentaram do encontro que tem como pano de fundo, analisar a primeira fase do recenseamento eleitoral, convocado pelo Presidente da Republica.
José Mario Vaz recebe na semana passada do Chefe do Governo o relatorio preliminar sobre o processo eleitoral, com novo cronograma, para decider em relação a nova data para a realização das eleições.
Mário Vaz entende que seria melhor promover uma mesa redondo para atender as reclamações do Prs e Madem G15 e as formações não integrantes do governo e também extraparlamentares.
O coletivo extraparlamentar denuncia irregularidades no recenseamento numa altura em que o Gabinete Tecnico de Apoio ao Processo Eleitoral e a Comissao Nacional de Eleições dizem que o registo eleitoral é aceitável.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

NOTICIAS AO MINUTO: LIGA GUINEENSE DIZ RECEBER DENÚNCIAS DE MAUS TRATOS DOS CIDADÃOS GUINEENSES EM ANGOLA

Photo de Bissau On-line.
A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) disse ter recebido denúncias de espancamentos e maus tratos dos cidadãos guineenses que vivem na república de Angola, durante a “operação Transparência”.
A preocupação da Liga guineense dos Direitos Humanos foi manifestada hoje, 29 de Outubro, na sua pagina oficial, onde mostrou-se preocupada com os guineenses que vivem naquele país.
Comunicado da LGDH:
À semelhança do que aconteceu com os migrantes de outras nacionalidades, nos últimos tempos, temos recebido denúncias de espancamentos e maus tratos dos cidadãos guineenses que vivem na república de Angola.
Estes relatos preocupantes de atuação da policia angolana contra cidadãos guineenses, ocorrem no quadro da “operação transparência” supostamente destinada contra os migrantes ilegais de várias nacionalidades.
A República de Angola tem o direito de defender a integridade do seu território, e, sobretudo, proteger os seus recursos naturais. O que a polícia angolana não pode, é prender ilegalmente os cidadãos estrangeiros e espanca-los brutalmente, em nome de uma operação caracterizada de elevados sentimentos xenófobos.
As informações e imagens chocantes que circulam nas redes sociais, apenas são a ponta do iceberg de uma corporação policial insensível aos direitos humanos, onde a cultura de impunidade é institucionalizada.
Preocupada com as informações dos assassinatos e desaparecimentos forçados dos guineenses naquele país irmão, a LGDH enviou uma Carta Aberta ao então Procurador-geral da República João Maria de Sousa, no dia 28 de Março de 2014, pedindo a sua urgente intervenção para investigar tais crimes graves. Não só não houve nenhuma reação a referida carta, mas também, os assassínios dos emigrantes guineenses ficaram impunes.
Outrossim, o silêncio das autoridades guineenses perante tamanhas atrocidades contra os cidadãos guineenses em Angola, é deveras preocupante e inaceitável.
Angola tem de perceber uma vez por todas, que a luz dos compromissos internacionais por ela assumidos, tem a obrigação e o dever de proteger os direitos dos cidadãos estrangeiros que vivem no seu território, ainda que de forma ilegal.
//LGDH

NOTICIAS AO MINUTO: GUINÉ-BISSAU: LEGISLATIVAS PROJETADAS PARA 27 DE JANEIRO 2019

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau já está a trabalhar num plano B, para cumprir com os prazos legais para o recenseamento e possivelmente a realização de eleições legislativas a 27 de janeiro do próximo ano, de acordo com o novo cronograma eleitoral. A data de 18 de novembro, ficou comprometida quando o Governo decidiu que o recenseamento eleitoral deveria terminar apenas a 20 do próximo mês, portanto dois dias depois da data inicialmente marcada para o pleito eleitoral (18.11).
O recenseamento eleitoral que começou a 20 de setembro deve terminar a 20 de novembro próximo para cumprir o prazo de 60 dias previsto na Lei Eleitoral da Guiné-Bissau. Enquanto isso, os guineenses aguardam que o Presidente da República, José Mário Vaz anuncie, através de um decreto, a nova data para a realização das legislativas Guiné-Bissau.
Perante este cenário, vários atores políticos têm exigido a demissão do Governo de Aristides Gomes, que acusam de ser incapaz de cumprir com a sua tarefa principal, que seria a organização das legislativas a 18 de novembro. Outros tantos políticos defendem publicamente que o Presidente José Mário Vaz deve encurtar o seu mandato para que as eleições gerais ocorram no país no primeiro trimestre do próximo ano. 
CNE com nova data das legislativas  
O secretário executivo da Comissão Nacional de Eleições, M´bapi Cabi avança que a CNE já entregou ao Governo um novo cronograma eleitoral no qual prevê organizar eleições nos finais de janeiro de próximo ano, cumprindo assim os prazos legais. 
Guinea-Bissau - Minister für territoriale Verwaltung von Guinea-Bissau (DW/B. Darame)
Ester Fernandes - ministra da Administração Territorial, Pedro Sambú – presidente da CNE e Alain Sanca, responsável do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral e representantes das Organizações da Sociedade Civil (na foto de esquerda para a direita).
"Se não houver algumas outras situações, terminado o recenseamento era muito fácil fazer a previsão sobre uma data mais realista. Neste sentindo a CNE já entregou ao Governo um novo cronograma elaborado com alterações das datas. E cumprindo com todos os prazos legais e condições técnicas, a previsão é para 27 de janeiro, só para realização das legislativas... mas isso vai depender das decisões políticas", declarou o dirigente da CNE.
M´bati Cabi, falava à DW África, na cidade de Praia, em Cabo Verde, sobre o processo eleitoral em andamento no país e na diáspora. Para o secretário executivo da CNE, globalmente o trabalho decorre com normalidade, apesar da falta de equipamentos para o registo biométrico do eleitoral.
"Apesar de algumas irregularidades que são superáveis, o processo está a correr bem. Ainda enfrentamos a insuficiência de Kits de recenseamento, que é o maior problema deste processo. Há também problemas na fixação dos editais onde as pessoas possam informar-se sobre os locais de recenseamento, mas todas essas situações estão a ser ultrapassadas”, explicou.
Partidos no Governo criticam atuação do Executivo  
Entretanto, vários partidos políticos que fazem parte do Governo, nomeadamente o Partido da Renovação Social (PRS), a segunda maior força politica do país e o MADEM-G15, formado por dissidentes do PAIGC, têm estado a criticar publicamente o recenseamento eleitoral, juntamente com os partidos fora do Governo. Por exemplo, o PRS emitiu uma nota, a dizer que os comunicados das reuniões do conselho de ministros não estão de acordo com as decisões que já foram tomadas, tendo denunciado varias irregularidades ocorridas no ato de recenseamento.
Em resposta, a ministra da Administração Territorial, Ester Fernandes, membro do Governo que coordena todo o processo eleitoral, afirmou em entrevista à DW África que tudo está a decorrer sem percalços que possam pôr em causa a transparência e a credibilidade do processo eleitoral. Fernandes considera de "infundadas e nada oficiais” essas denúncias dos partidos:
"Estamos a trabalhar com toda a transparência possível e aberta a toda sociedade. Todos os partidos têm os seus supervisores no Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GETAP), até os partidos sem assento parlamentar. Agora, há críticas sem fundamento, porque até agora não recebemos nenhuma queixa formal desses partidos ou reclamação formal que isto ou aquilo não está bem”, argumenta a ministra que está no centro das críticas da oposição.

Recenseamento decorre “muito bem”
Ester Fernandes lembra que a própria CNE, que por lei é a entidade que fiscaliza os trabalhos do recenseamento no terreno, já produziu uma nota informativa na qual louvou os trabalhos, tirando as dificuldades de ordem financeira e de falta de Kits.
A ministra guineense aproveitou a ocasião para anunciar que o Governo irá receber de Timor Leste, mais 10 kits (equipamentos de registo biométrico do eleitor) para além de mais 135 kits provenientes da Nigéria e que devem chegar ao país nos próximos dias.
"Estamos à espera de receber num total mais 155 kits: Timor vai pôr a nossa deposição mais 10 kits e estamos a aguardar mais 145 da Nigéria. Portanto, teremos num total de mais de 250 novos kits para além dos 55 que recebemos no fim-de-semana e dos 150 que já estão no terreno desde o início do recenseamento”, declarou a ministra em entrevista telefónica à DW .
Entretanto, o presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) José Pedro Sambu, viajou no sábado (17.10) para Portugal e França com a missão de  "supervisionar e fiscalizar" o processo de recenseamento de cidadãos guineenses naqueles países, anunciou a CNE em comunicado divulgado em Bissau. 
Segundo a Comissão Nacional de Eleições, já foram recenseadas 230 mil pessoas, aproximadamente 25% dos cerca de 900 mil eleitores estimados.



DW

NOTICIAS AO MINUTO: PRESIDENTE DA CNE ESTÁ EM PORTUGAL PARA INTEIRAR-SE DO RECENSEAMENTO DE ELEITORES GUINEENSES

Photo de Bissau On-line.
O presidente da Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau (CNE), José Pedro Sambú, deixou no último fim-de-semana o país com destino a Portugal e França para supervisionar e fiscalizar o processo de registo de potenciais eleitores nestes dois países da Europa, que agrupam maior número de guineenses.
A deslocação do líder da CNE enquadra-se no âmbito das atribuições e das prerrogativas deste órgão eleitoral estabelecidas na lei eleitoral nº 12/2013 da Comissão Nacional de Eleições no seu artigo 11, alínea a) e acontece depois de terminado, no passado dia 20 de outubro corrente, a primeira fase do recenseamento eleitoral em todo o território nacional e nalguns países da Europa e África.
José Pedro Sambú deve visitar, em Portugal e França, todas as mesas onde funcionam as brigadas do recenseamento.
Com o mesmo objetivo, o secretário-executivo da CNE, N´Pabi Cabi, esteve em Cabo-Verde durante cinco dias para supervisionar e fiscalizar a inscrição dos potenciais eleitores guineenses que deverão votar nas próximas eleições legislativas.
Entretanto, na próxima quinta-feira, 01 de novembro, uma equipa de dois membros da CNE, Felisberta Moura Vaz, secretária-executiva adjunta e porta-voz da CNE e Idrissa Djaló, secretário-executivo adjunto do mesmo órgão, deixa o país para supervisionar o processo de registo de eleitores no círculo eleitoral de África.
A porta-voz da CNE, Felisberta Moura Vaz, vai ao Senegal e Idrissa Djaló, secretário-executivo adjunto, desloca-se à Guiné-Conacri.



//Radio Jovem da Guiné-Bissau

NOTICIAS AO MINUTO: TIMOR-LESTE DISPONIBILIZA 500 MIL DÓLARES PARA APOIAR ELEIÇÕES NA GUINÉ-BISSAU

Timor-leste disponibilizou 500 mil dolares ( équivalente a 271 milhões de FCFA) para apoiar o processo eleitoral na Guiné-Bissau.
O acordo para a disponibilização da verba foi rubricado hoje, 29 de Outubro em Bissau, entre o Representante Especial do Governo de Timor leste, Tomás de Rosário Cabral e o Primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes na presença de alguns membros do Governo e da comunidade internacional sediados no país.
Ainda na próxima terça-feira, uma equipa de 40 tecnicos timorenses deve chegar a Bissau para iníciar os trabalhos da declaração dos kits eleitorais que Timor-Leste tinha oferecido a Guiné-Bissau nas eleições passadas de 2014.

//Aliu Candé-RDN
Photo de Bissau On-line.Photo de Bissau On-line.Photo de Bissau On-line.

OPINIÃO: SUPER BOMBA!!! JOMAV PEDIU O RELATÓRIO DA MARCHA PARA PODER TER MOTIVOS PARA DERRUBAR O GOVERNO. SANTA IGNORÂNCIA

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Sinceramente este país vai de mal a pior com este Presidente.
JOMAV reuniu-se esta manhã com alguns partidos políticos e pediu-lhes o relatório de marcha. 

MAS SERÁ QUE UMA MARCHA TEM RELATÓRIO ?

JOMAV SE QUISERES DERRUBAR O GOVERNO DERRUBA SÓ.
Para com essa burrice. O povo está cansado.




S Sonco

OPINIÃO: BOMBA!!! JOMAV GASTOU 60 MILHÕES DE FRANCOS CFA PARA A MARCHA PARA CONTRA O RECENSEAMENTO


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JOMAV gastou 60 milhões de francos CFA para a marcha contra o recenseamento. Agora a estratégia é fazer um discurso de apelo ao voto mas por baixo fazer uma estratégia para não ter eleições. Estamos lixados com o JOMAV.




José Liberal

OPINIÃO: BOMBA!!! DJINTIS FORONTA É MEDI BAI ELEIÇÕES


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MEDO, MEDO, MEDO. Os bandidos tem medo de ir às eleições e já estão a falar em fraude. Hahahahah. Sacanas de merda.


Mario